Audiolivro +61% x ebook +11%: o dado do relatório AAP 2025 que muda a decisão de formato de quem publica
O relatório anual da Associação Americana de Editores fechou dois mil e vinte e cinco com trinta e três vírgula quatro bilhões de dólares. Dentro do digital, quem cresceu foi o audiolivro. Destacamos um levantamento que muda decisão de formato.
Assistir no YouTubeEsta edição em vídeo, com narraçãoTrinta e três vírgula quatro bilhões de dólares, alta de dois vírgula cinco por cento
O relatório anual da Associação Americana de Editores fechou dois mil e vinte e cinco em trinta e três vírgula quatro bilhões de dólares, contra trinta e dois vírgula cinco bilhões em dois mil e vinte e quatro. Vale saber como o número é feito, porque isso define o que ele cobre: os dados são compilados por uma empresa independente, com respostas de mais de mil e seiscentas editoras, e o restante é obtido por extrapolação e modelagem de mercado. É uma fotografia do mercado editorial dos Estados Unidos, e não do brasileiro.
Metade da receita ainda é papel
O impresso respondeu por cinquenta vírgula seis por cento da receita total de dois mil e vinte e cinco, e não apenas se manteve: a capa dura cresceu três vírgula nove por cento e a brochura cresceu cerca de dois por cento. Os formatos digitais somaram quatorze vírgula dois por cento da receita total. Para quem publica de forma independente e trata o impresso como enfeite ou como custo dispensável, o dado merece uma segunda olhada: no maior mercado editorial do mundo, o papel ainda é a metade do dinheiro.
Audiolivro sessenta e um por cento, ebook onze por cento
Este é o dado mais acionável do relatório. Na janela de cinco anos, de dois mil e vinte e um a dois mil e vinte e cinco, o audiolivro digital cresceu sessenta e um vírgula quatro por cento, enquanto o ebook cresceu onze por cento. No recorte só de dois mil e vinte e cinco a diferença se mantém na mesma direção, com o audiolivro subindo cinco vírgula três por cento e o ebook três por cento. Dentro do segmento de livros de interesse geral, os formatos digitais somam vinte e um vírgula cinco por cento das vendas. Ou seja: o digital não parou de crescer, mas quem puxa o crescimento mudou de formato.
O recado: Se você publica de forma independente e tem catálogo em texto, a pergunta que esse relatório levanta é direta: quantos dos seus títulos existem em áudio? A tendência de cinco anos aponta para onde o leitor está migrando dentro do digital, e converter um título já escrito costuma ser um caminho mais curto do que escrever um novo. Vale a ressalva de sempre: o dado é dos Estados Unidos e serve como sinal de direção, não como promessa de venda aqui. Compartilhe e marque aqui nos comentários quem vai gostar de ver essa informação.
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