Editora Rordaz
← Todas as edições

Leitor digital brasileiro: 25,3% leem livro em digital, e quase metade pega o arquivo fora da loja

Saiu a primeira pesquisa nacional sobre o leitor digital brasileiro. O número que virou manchete não é o número de quem publica.

Assistir no YouTubeEsta edição em vídeo, com narração

DESTAQUES DA IMPRENSA

Em 02/09/2026, o MobileTime noticiou a primeira edição da pesquisa "Perfil e Hábito do Leitor Digital Brasileiro", da Nielsen BookData, viabilizada pela Skeelo — que aparece nos próprios resultados como terceira plataforma mais citada. São 3.000 entrevistas com brasileiros de 10 anos ou mais, coletadas de 1 a 11 de junho de 2026, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Os 49% não são leitores de livro

O número que virou manchete — 49% da população, cerca de 90 milhões de pessoas — mede contato com leitura digital de qualquer tipo: vídeo 57,2%, mensagem curta 45,8%, texto de rede social 32,2%. Livro em formato digital é outra linha da mesma pesquisa: 25,3%, cerca de 47 milhões de brasileiros. É esse o denominador de quem publica — e ele é metade do outro.

O seu livro vai ser aberto no celular

Entre os leitores de e-book e audiolivro, 72% têm o celular como aparelho principal; computador e notebook ficam com 23%, e o e-reader se concentra nas classes A e B. E a descoberta não vem da busca da loja: criador de conteúdo no Instagram 27%, canal do YouTube 27% em e-book e 33% em audiolivro, perfil literário no TikTok entre 23% e 25%.

Por onde o arquivo chega até ele

Ainda entre os leitores de e-book e audiolivro: 48,8% já baixaram ou acessaram conteúdo de graça em site, aplicativo ou link que não era loja nem biblioteca oficial, e 41,5% receberam o arquivo de um amigo ou familiar. A virada está no par seguinte: 68% presumem que aquilo era permitido e 67% dizem que nem sempre conseguem identificar se um livro digital gratuito é legal. A pesquisa não classifica esses acessos como pirataria — dentro deles cabem obra legalmente gratuita, obra em domínio público e obra de origem não autorizada.

O recado: A pesquisa mede o comportamento do leitor; daqui em diante a leitura é nossa. Diagrame para a tela pequena, porque é nela que o seu livro vai ser aberto. Deixe autoria, título, selo e endereço dentro do arquivo — é o que sobrevive ao compartilhamento. E procure quem fala de livro em vídeo, que é onde a descoberta acontece. Sinalizar a obra é trabalho de edição e catalogação, o mesmo cuidado que a Editora Rordaz aplica ao catálogo. Conheça o catálogo completo em rordaz.com. Fonte: MobileTime, 02/09/2026.