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A prestadora quebrou e os royalties sumiram: em nome de quem está o seu contrato

Uma prestadora de serviços de autopublicação deixou de operar, e os royalties dos autores que ela atendia travaram no meio do caminho. Não por má-fé: porque quem tem o dinheiro não tem o nome do autor.

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O que aconteceu, e quando

A empresa deixou de operar no fim de junho de 2026. Alguns autores chegaram a receber pagamentos em julho; os royalties do período seguinte ficaram sem data e sem responsável. E há um detalhe que agrava tudo: não houve administração judicial nem liquidação formal aparente. Sem processo, não existe fila de credores em que entrar.

Por que a distribuidora não paga direto

A cadeia funcionava assim: a atacadista vendia e repassava à prestadora, e a prestadora repassava ao autor. Agora a atacadista parou de repassar e busca outro caminho — mas o contrato dela é com a prestadora, não com quem escreveu o livro. Sumiu o elo do meio e sumiu junto o vínculo. A Society of Authors abriu uma campanha para ajudar os autores associados a recuperar o que lhes é devido.

As três perguntas antes de assinar

Primeira: em nome de quem fica a conta de distribuição na loja ou na atacadista? Segunda: em nome de quem é o ISBN? Terceira: se a empresa parar amanhã, eu consigo redirecionar a venda sozinho? A recomendação da própria Alliance of Independent Authors é consultar a lista de serviços avaliados que ela mantém antes de contratar — o problema não é contratar, é contratar sem saber onde o seu nome aparece.

O recado: O caso é britânico, mas a engenharia é a mesma em qualquer lugar: quando o vínculo com a loja é da prestadora, o autor não tem como redirecionar a própria venda no dia em que precisar. Abra o seu contrato e procure essas três linhas. Fonte: Alliance of Independent Authors, em 21 de agosto de 2026, e The Bookseller, em 13 de agosto de 2026. ---